Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

Ainda o "reminder"

Estive a ver o site da Direcção Regional de Turismo, onde alegremente se explica em português todas as maravilhas dos Açores a turistas que supostamente estão no estrangeiro. Lá também está a "afabilidade dos açoreanos", a tal característica "genuínamente nossa" em que se gastou 200 mil euros com uma campanha de publicidade. É este o assunto que me traz aqui hoje, e mais logo, às "Tardes da Júlia"(não percam). Gastaram-se 200 mil euros com a campanha. Tudo bem, o Turismo é uma cena estratégica e o caralho, blá blá blá, apesar da contradição de nem se poder ler o site da Direcção Regional de Turismo em inglês, mas isso já é outra conversa.

O que realmente me descompensa o nervo é o facto de não se saber de nenhum concurso para essa campanha. Leio todos os dias os jornais em busca de informação séria (médiuns e meninas brasileiras que têm uma amiga que também está pela primeira vez em São Miguel), mas ocasionalmente também vejo notícias de política. Nunca vi a Direcção de Turismo anunciar um concurso de ideias, como se faz quando há um projecto arquitectónico, como o Museu Carlos Machado ou outro do género. Ora, tendo em conta que o Turismo dos Açores é considerado um elemento estratégico no desenvolvimento da Região, não deveria haver um concurso para a publicidade nos Açores? É que já há tantas que começam a aparecer por aí, que tenho a certeza que eles poderiam ter qualquer coisa interessante, até porque são de cá e conhecem melhor a realidade açoriana. Por 200 mil euros, até eu fazia uma campanha: dava esse dinheiro ao ALberto João Jardim para dançar de tanga o cha-cha-cha com a Ana Malhoa. Já estou a ver os aviões cheios de gente, do Bombarral até Kiel na Alemanha, a gritar em uníssono "tira", "tira"!!!!

Só um petit rien para acabar. Se não houve concurso, é normal atribuir-se o que quer que seja por 200 mil euros?

A cumplicidade entre irmãos é a coisa mai linda deste mundo...

Vou saber quem tem o caso dos CTT e dou cabo do gajo!”, disse José Manuel Grácio, antigo publicitário e membro de uma das lojas maçónicas portuguesas, em conversa com Júlio Macedo, um dos arguidos do processo, depois de uma busca à empresa deste."

E aqui nos Açores? Será que também há irmãos?

Mais uma vez

O Bruno também presenteou este blog com o Prémio Lemniscata, junto com blogues sérios, imagine-se!!

Muito obrigado

(o Bruno também gosta de gin tónico; só pode ser boa gente)

Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

Não é que estivéssemos à espera de mais, mas pronto...

É a notícia do dia, logo depois da notícia da Raquel Henriques e o Paulo Rocha estarem apaixonados: o Twitter, o Alexandre Pascoal e o Artur Lima.

O Artur Lima tinha acabado de falar da gravidez na adolescência quando o Alexandre Pascoal escreveu no Twitter “sermão de Artur Lima, pleno de preconceito, demagógico e ignorância”. Gramática à parte, até porque o Saramago também escreve mal e não é por isso que não ganhou o Nobel, a gente percebe o que ele quer dizer. E tem todo o direito de achar aquilo do Artur Lima. Eu também acho. Mas a diferença é que comigo, a Região não me paga 3800 euros para debater com outros deputados. O Artur Lima pode ser uma pessoa detestável, mas é bom deputado. Informa-se, pesquisa, intervém no Parlamento (que é para isso que lhe pagam) e mostra trabalho. Por isso, é natural que pedisse ao Alexandre Pascoal que se tinha alguma coisa para dizer, dissesse à sua frente. Seguiu-se a desculpa do Alexandre, uma das coisas mais confrangedoras que tenho ouvido. Disse que era "prática comum na Assembleia da República". Ele tem razão. Infelizmente é prática comum na AR. Mas não devia. Parlamento vem do verbo parlare, falar. Os deputados estão lá para falarem uns com os outros, para se oporem, para discordarem. Mas para isso têm de falar uns com os outros. É para isso que os açorianos pagam principescamente aos seus deputados: para eles falarem uns com os outros, para debaterem: não para se masturbarem no Twitter!

Os deputados na AR que o Alexandre se gaba de imitar são outro exemplo de completa menorização do papel dos Parlamentos hoje em dia. Está-se tudo a cagar. Interessa é ser mediático, mandar bitaites aqui e ali.

Se há coisa que este episódio veio revelar foi a total falta de preparação daquela gente que nos está lá para representar. Ou melhor, eu é que estou errado. Eles de facto representam-nos bem: uma população que escolhe aquela gente que lá passa o dia a pastar não merece mesmo outro tipo de deputados.

Coisas importantes "prá dédéu"

"Magistrados do MP sem audiência com César
"Essa audiência foi pedida oportunamente mas não tivemos qualquer resposta. Deixa-nos muita pena porque pretendíamos sensibilizar o presidente do Governo Regional para dar conta de alguns dos problemas da justiça nas ilhas", referiu o presidente do Sindicato dos Magistrados do MP.
"

Mas por outro lado...

"A banda STARLIGHT esteve ao princípio da tarde no Palácio de Sant´Ana, para apresentar cumprimentos ao presidente do Governo.
Fotos com Carlos César e troca de presentes ficaram a marcar um encontro que Tony Melo, fundador e vocalista do grupo, disse ter sido inesquecível.
"

Pois é, os juízes deviam ter aprendido a tocar qualquer coisa quando eram crianças...

Terça-feira, 7 de Julho de 2009

Um "rimender"


A propósito da merda de campanha da Direcção Regional do Turismo, vale mesmo a pena ler o Candilhes. Não sabia que aquilo custou 200 mil euros. Gostava mesmo de saber qual foi a Agência que fez aquilo, e, mais importante, o génio que encomendou a coisa.

Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

Ainda a Quercus

A Quercus nos últimos tempos parece uma mulher de má vida, ou, numa linguagem mais acessível, a bicicleta da vila: toda a gente quer dar uma volta. Primeiro foi o PS, agora é o PSD. Para o PS era uma oportunidade de calar as pessoas que se poderiam insurgir contra os maiores atentados ao ambiente dos últimos anos nos Açores. Para o PSD é uma oportunidade de cascar no Governo, independentemente do mérito ou não. Ambos os intervenientes vêm a promoção pessoal como objectivo principal e o ambiente só lá em segundo. Mas há aqui uma diferença primordial, e que nada tem a ver com moral, como já li alguém meio mentecapto escrever por aí. É que o Nascimento Cabral, a ter de optar, optou pela Quercus, e os outros do PS não. Ficaram agarrados ao que tinham. Isto também vem ilustrar uma situação típica dos lugares pequenos, em que tudo depende do Governo. Uns sempre viveram de lugares dependentes de nomeação política, e por isso não se puderam dar ao luxo de sair da alçada do dono, por causa dos spreads e outras merdas, enquanto que o Nascimento Cabral, que não depende da voz do dono para viver, deixou o cargo que tinha pela Quercus. A moral não entra para as contas finais. Trata-se apenas de saber se se pode viver sem o guarda-chuva do partido.

O tempo hoje estará nublado, com boas abertas lá para a tarde, pelo menos é o que diz a minha vizinha


O Candilhes perdeu a cabeça e atribuiu a este estaminé o Prémio Lemniscata. Isto é a prova provada de que o Jordão anda a abusar dos psicotrópicos :p Muito obrigado!!!!

Entretanto, hoje vou falar do assédio da claque do Ardemares, da histérica na caixa de comentários (ide ver que não vos arrependereis), da questão da Quercus que me anda a foder os cornos de há uns dias a esta parte. Também quero falar um pouco do Benfica e de uma ou duas questões fracturantes que ficam sempre à gente dos blogues e o caralho. Lá mais para o fim do dia também irei abordar a problemática dos tremoços nas nossas tascas, que, parece-me, ultimamente têm levado menos pimenta da terra. Receio do fundo do meu ser tratar-se de mais uma paneleirice da União Europeia, ou, pior, um sinal dos tempos. Façam como se estivessem em vossa casa que eu já volto.

Domingo, 5 de Julho de 2009

Vamos mesmo deixar que isto fique assim? Queremos mesmo isto para Portugal?

"A fase das Kátias Vanessas parece definitivamente enterrada."

Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

Papio, o exegeta



Porque há certo tipo de bailarinas, no seu sentido figurativo, que é como quem diz metafórico, comparativo ou, nalguns casos, personificado, que rodopiam, rodopiam, rodopiam, sem nunca sair do lugar. Estão na vida, como sempre estiveram, em pontas, mostrando pouca firmeza e doses excessivas de auto-contemplação, lembrando “Uma coisa em forma de assim” e daí um texto desse livro de Alexandre O´Neill que se chama “Os convencidos da vida” e que diz: “há-os afinal por toda a parte, em todos (e por todos os meios). Eles estão convictos da sua excelência, da excelência das suas obras e manobras (as obras justificam as manobras), de que podem ser, se ainda não são, os melhores, os mais em vista. (…)”.

Mariana Matos, num texto pleno de analogias e elevação, em que cita O'Neill e casca na Berta Cabral. Fala sobre pessoas vazias e narcisísticas, e enquanto o faz, não consegue deixar de demonstrar o enfado que essa gente lhe provoca. Gente essa que vive de aparecer nas revistas, que nunca fez nada na vida, e que caiu na política como uma gota de orvalho cai na pétala de uma flor, por acaso, porque sim (não tá do caralho esta frase?), e de quem não se conhece outra ocupação para além da política. Fala dos outros todos, portanto, fala de gente que não a Mariana.

Andar a lixar a economia do país ainda vai que não vai, mas lixar a imagem do meu Governo é que não!!

"O ministro tem bem consciência de como isto afecta a imagem de um Governo, quanto isto afecta sua própria imagem como ministro da Economia e, por isso, durante o debate, comunicou-me a sua vontade de se demitir, demissão essa que aceitei", declarou o líder do executivo."

O Manuel Pinho andou durante estes quatro anos dividido entre não fazer nada e lixar a economia. Nada lhe aconteceu. Caiu no ridículo de querer vender mão de obra barata...à China (isto de um gajo que era doutorado, e que tinha ensinado nos Estados Unidos e outras merdas. Nada lhe aconteceu. Mas quando faz um gesto que "afecta a imagem do Governo", rua com esse gajo! Agora é óbvio para toda a gente o que é que verdadeiramente guia Sócrates e o PS.

Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

Ando demasiado distraído destas merdas



O Twitter é a coisa mais estúpida que eu vi aparecer nos últimos tempos. É verdade que é um poderoso substituto para a masturbação, e que pode por via disso evitar situações complicadas, mas mesmo assim...É perfeito para quando se quer ganhar espaço mediático sem se dizer nada de jeito. Mas de vez em quando encontram-se pequenas pérolas. Atente-se a esta pérola do pretendente ao trono Francisco César, O Porreiro, e sobretudo no "onde ela está", sinal de que o petiz anda a ver demasiada telenovela brasileira:

"@franciscocesar quero uma juventude partidária açoriana consciente, onde ela está?
10:51 AM May 13th from web"

Digam lá se não vos eriça os pêlos dos braços?

Entretanto, aproveito para lançar um aviso ao Secretário da Saúde: Acho que o dengue chegou à Terceira, a julgar pela febre que pareceu ter atingido o autor do Arkipélago. O senhor, que se arrisca a ser considerado um dos maiores pensadores políticos do séc. XXI na rua dele diz que "ser militante de um partido político não pode ser visto como um acto quase criminoso. Deve ser acarinhado e apoiado. Devia constituir a regra e não a excepção aberrante."
O Paulo Ribeiro coloca o membro de um partido ao nível do priolo, que também, presume-se, deve ser acarinhado, apoiado, e protegido. Apoio até a criação de uma área especial de protecção, para garantir que nada de mal acontece a essa fauna sensível, a saber...os militantes.

Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

Ainda há esperança

Só dá mesmo para louvar a acção do Filipe Tavares em relação à pirosada do Porto Formoso, e agora com a Lagoa do Fogo. Numa terra em que está tudo dependente ou de subsídios para qualquer coisa ou a tentar agradar ao "dono", quem conhece o Filipe saberá que não há pessoa mais alheada de segundas intenções do que ele, ao contrário de tantos outros que "lutaram" pelo ambiente e agora olham para o lado.
Leiam, e se concordarem, assinem. O Papio também está por lá...

Note to self

"Lá" ver uma coisa: há uns dias andava tudo doido com o :Ilhas, porque estava a acabar. Mas "I fail to understand", que é como quem diz, fáz-me espécie. Então, vamos partir do princípio que o :Ilhas acabava mesmo. Eu sei que isto vai aterrorizar muita gente, mas eu leio o :Ilhas pelos autores e não pelas fotos do header. O que é que impede o JNAS e o Pedro Arruda ou o Carlos Rodrigues de fazerem cada um o seu próprio blogue. O Alexandre já o fez, naquela altura em que ameaçou que ia sair, mas como ninguém ligou nenhuma, deixou-se ficar. Excluindo este, cujos textos encontram-se num sempre delicado equilíbrio entre o irrelevante e o onanístico, o :Ilhas vive dos autores. Se o Pedro Arruda, o JNAS ou o Carlos Rodrigues continuassem a escrever, perdia-se alguma coisa?? Quer dizer...E até era capaz de sozinhos valerem mais do que o :Ilhas no seu conjunto, porque desde a OPA hostil que o PS lançou ao blog antes das eleições, aquilo perdeu alguma da imensa qualidade que tinha.

Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

Porque nem só de música Indie vive o homem II

Domingo, 21 de Junho de 2009

Eh toiro lindo!!!!



O Berto Messias iniciou um processo de jardelização política sem retorno possível. Para quem como eu chorava de emoção quando via o Jardel falar de si na terceira pessoa, é impossível evitar as comparações com o nosso forcado preferido. O Berto Messias, ou a mãe dele, edificou um monumento para a posteridade que pretende ser um tributo à vida e obra do Berto Messias. O próximo passo será uma biblioteca com todas as edições da revista Toiros e Faenas, Borda D'Água e todos os discursos de Carlos César e o Nel Monteiro, seu mentor político. Quem não vir a página do Berto, é favor não continuar a vir a este blog. Vejam a biografia do jovem Berto. É só virtudes. Foi "frequentar o curso de Relações Internacionais", e a partir daí é só cargos no aparelho da Associação Académica, que é como se sabe, um treino para o caciquismo, ou como se diz nos partidos, uma escola de participação cívica. Estudar que é bom deixa estar isso para os outros.

Daqui a dias vou fazer uma lista de condições essenciais para o voto ser obrigatório: a primeira é que quem nunca fez nada na vida para além de ocupar cargos políticos seja proibido de os exercer daqui para a frente. Boa?

Sexta-feira, 19 de Junho de 2009

Afinal o gajo não estava a brincar...

"Contudo, o PS também quis 'pôr pontos nos is' e, em resposta às críticas do PSD à posição defendida por Carlos César, afirmou que “o voto obrigatório nunca significará, obviamente, qualquer indicação do sentido de voto” pois o “eleitor poderá sempre optar por não votar em nenhum dos partidos que se apresentem às eleições em causa ou até por anular o seu voto”.

Já começo a ficar farto destes gajos, e não estou a falar do vira-casaquismo, desta vez. O José Gonçalves (eu pensava que era o Rui Gamboa, porque também concordo sempre com ele*) já tinha demonstrado há dias a estupidez do voto obrigatório, num excelente texto, que só contém um erro crasso: José, o presidente César não pode, como dizes, demonstrar tiques de sobranceria intelectual, porque isso implicaria a necessidade de possuir capacidade intelectual para isso. Fora este pormenor, concordei com tudo.

Esta gente dos partidos passa a vida a brincar à política, e depois vê-se nos jornais e na televisão, o que lhes leva a presumir que têm uma grande importância na sociedade. Daqui decorre que lhes passe tudo e mais alguma coisa na cabeça, e que julguem que o mundo gira à volta deles. Senhores políticos, uma pequena palavrinha de atenção: O caralho que é assim!!!!!

Qualquer pessoa deve ter o direito de votar. Um direito, seus retardados, significa que se pode ou não optar por dele usufruir. A concepção socialista de direitos assenta nesta treta: se é uma coisa boa, então devia ser obrigatório. Toda a gente naquele antro pensa assim. Quer dizer, os comunas também, mas esses a gente já conhece.

A maior parte das pessoas pode não querer ter nada a ver com a política, e mesmo os que se importam, podem estar tão lixados com as merdas que os políticos fazem, que não querem pactuar com o forrobodó!

Depois o Querido Líder diz que é "estúpido deixar que os outros decidam por nós". Verdade, senhor presidente. Mas aqui deixo uma pequena dúvida: e como é que as pessoas escolhem os deputados que as representam?? Por acaso puderam escolher? Não!! Foi o senhor que os escolheu a todos e depois perguntou às pessoas o que é que achavam deles. Eu de facto, achei nessa altura que era estúpido deixar os outros decidir, mas o senhor presidente não permitiu! Por exemplo, eu queria poder escolher o Pedro Arruda para deputado, apesar de não ser do PS, mas não pude, porque algum génio escolheu o Alexandre Pascoal como "independente". O Pedro Arruda, mesmo sendo do PS, seria mais independente do que o Alexandre Pascoal algum dia poderia ser. Isso sim, foi uma estupidez, e houve alguém que escolheu por nós.

Mais uma coisinha, porque de certeza vai haver um caralhinho que me vai dizer "ahh, mas é importante votar, porque tem a ver com o Governo, e sem Governo estamos perdidos." pois bem: a Bélgica esteve sem Governo 9 meses, 9, e tudo continuou igual. As pessoas, quando lhes perguntavam, diziam que não davam pela diferença. De facto, o PIB da Bélgica registou uma pequena subida na altura. Desde que as coisas funcionem, não precisamos de Governo para nada. Desde que as municipalidades funcionassem, a vida das pessoas continuava igual. O que menos precisamos é de gente com o rei na barriga a dizer-nos o que precisamos ou não.

E não me venham com o argumento "ahh e tal, mas a mãe não lhes deu atenção suficiente ou os meninos grandes roubaram-lhes a bola de futebol, ou eles foram abusados na juventude". Mesmo sendo verdade, não é desculpa!

Agora com licença que tenho de ir fazer mais gelo, que aqui tá uma humidade que não se pode!

(corrigido às 20:04)

aconteceu ao :Ilhas, por estes dias...

Quinta-feira, 18 de Junho de 2009

Sim sim...o que nós fazemos é, depois de estar criada a equipa, infiltramos a Direcção, mas antes disso não interferimos, não senhor!!

"A secretária regional da Educação e Formação sustentou hoje, no parlamento açoriano, que o Governo dos Açores “não se deve intrometer nas decisões do movimento associativo desportivo

Juventude Socialista on tour nas freguesias

Como é que se pode esperar o que quer que seja desta gente de quem se esperaria um exemplo, quando o desrespeito pela Língua Portuguesa começa neles.

Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

Homenagem à Margarida Rebelo Pinto-de facto não há coincidências e outras paneleirices

"Renato Leal até agora deputado eleito pelos Açores na Assembleia da República vai encabeçar nas próximas eleições legislativas nacionais a lista do Partido Socialista (PS) ao Círculo Fora da Europa."

"O Governo socialista de Carlos César e o parlamento dos Açores fretaram um avião da SATA Internacional para levar 200 convidados até Toronto, Canadá, onde amanhã se celebra o Dia da Região Autónoma."

A campanha começou no dia da Região; sintamo-nos todos orgulhosos por ser açorianos, e por pagar a campanha do PS.

Porto Formoso-Contributos para a história de um crime II

Depois de ouvir falar em montes de sítios sobre o contribuinte José Soares, "alembrei-me" que o nome era-me familiar. Depois caí em mim. Em Julho passado (porra, já ando aqui há quase um ano; tenho de começar a fazer qualquer coisa da minha vida) escrevi neste post o seguinte:

"A propósito da comunicação social de referência de São Miguel (as outras ilhas que não se sintam desprezadas: a vossa comunicação social é igualmente merdosa), está disponível ao cidadão comum um exemplo de informação desapegada e imparcial, nomeadamente o jornal "Mensal Açores" do qual se transcrevem, por razões de sanidade mental, apenas alguns excertos. Reza assim: "O balanço do governo encabeçado por César é positivo demais para permitir cegueira absoluta aos açorianos. O concreto está feito e se é verdade que o dinheiro tem permitido fazê-lo, não será menos verdade que o MELHOR FOI POSSÍVEL, graças à eficiência de alguns super-secretários do tipo José Contente, Álamo Menezes, Noé Rodrigues, Domingos Cunha - para só mencionar alguns. Talvez haja verdades que custem engolir, mas sempre é melhor do que engasgar-se com mentiras"; "...os Açores ficam a ganhar com uma obra espetacular, onde o cidadão goza de espaços variados, vistas diversas, lazer, cultura, bem como todo um número incalculável de postos de trabalho, directos e indirectos(...) que, repito, fará de Ponta Delgada a cidade que faltava nos Açores." (Deverá receber o foral por estes dias, supõe-se) Por fim, realça-se que "o trabalho executado por este governo nos Açores dos últimos anos é de facto louvável."

O que o senhor José Soares escreveu demonstra duas coisas: que depois deste "amor" todo pelo PS, é óbvio que não ia criticar a obra do Porto Formoso, e que os senhores do PS devem ter-lhe ficado eternamente gratos, e que não são só as mulheres que têm orgasmos múltiplos: este senhor deve ter tido pelo menos quatro enquanto escreveu aquele texto, um por cada Secretário mencionado.

Obrigado ao Candilhes e ao SOS Porto Formoso por terem prestado atenção a esta merda desde o princípio.

I lost my Mojo!!!!


O AO de hoje diz que que Carlos César defendeu na Comissão Política do PS que o partido "tenha “mais abertura” e “retome a sua energia”. Isto de dizer que o PS perdeu a sua energia lembra o Austin Powers, que diziam que lhe tinham roubado o "ímpeto" (Dr Evil stole my Mojo!!). Não é caso para preocupações, uma vez que já existem afrodisíacos naturais de confiança no mercado, mas quem sou eu para ensinar seja o que for ao Sr Carlos César. A questão é saber se o PS, quando Sócrates esteve cá, ainda tinha o "mojo", a energia. Mesmo sabendo que não, César declarou o seu apoio a Sócrates. Porquê?

Terça-feira, 16 de Junho de 2009

Porto Formoso-contributos para a história de um crime




Há um livro meu no prelo que faz parte da minha tese de doutoramento em arquitectura (uma das muitas que tenho em preparação, apesar de não ter passado da quarta classe), e que se intitula "Para uma Geografia dos Mamarrachos Arquitectónicos nos Açores". A obra, que à partida era pequena, ultimamente tem vindo a beneficiar imenso da governação PS. Do livro fazem parte o mamarracho do cão de fila do Rui Melo, na Vila, o mamarracho do Pavilhão multi-usos na Vila, o mamarracho das Portas do Mar, que pretendiam "abrir Ponta Delgada ao mar", mas quem está lá sentado só tem vista para as turistas de 50 anos de pernas à mostra nas varandas dos hotéis em frente, entre outros. O último contributo para o meu livro será, obviamente, o mamarracho do Porto Formoso. De facto, a obra mais pindérica e mais atentatória do meio ambiente que me lembro de ver nos Açores será a capa do livro. É uma singela homenagem a esse génio do urbanismo que dá pelo nome de Ricardo Silva. Nos próximos dias vou prestar particular atenção a isso. Agradeço eventuais contributos.

Uma homenagem vinda da minha parte só envergonha o destinatário, mas mesmo assim é de louvar a acção do Filipe Tavares.

Eu percebo, anda tudo ocupado...

Lembro-me de quando se ouviu falar da hipótese da Base das Lajes ser usada como plataforma de treinos para caças, a imprensa andava toda a bradar aos sete ventos tal coisa. Também me lembro de Carlos César ter dito montes de coisas sobre o assunto, e que "exigia" contrapartidas, ao passo que o democrata-cristão André Bradford também disse que só com estudos se permitiria tal coisa. Entretanto, o Governo da República -o tal que de acordo com César é amigo da Região- decidiu a coisa por si, ou melhor, aceitou-a por imposição dos EUA, e nem sequer teve em consideração aquilo que os Açores pensavam. Agora, não há nem estudo nem contrapartidas, e o Sr Presidente anda muito ocupado a passear cães de fila, por isso não deve haver reacção nos próximos dias. O que também é giro é que a imprensa nos Açores, auto-domesticada, nem faz por merecer o ordenado, e continua sem ir a Santana ou ao Palácio da Conceição perguntar o que é que aquela gente acha...

Dies irae

A cólera assola o blogue dos seguidores da Igreja Universal do Reino de César. Antes das eleições europeias o Tozé atreveu-se a dizer que não era apoiante do candidato do PS, Luís Paulo Alves. Vejam a caixa de comentários do post para verem o nível da gente que discorda. O Hermenegildo Galante, o gajo mais complicado de perceber da blogosfera, até fez um post em resposta ao Tozé, para pedir perdão ao Senhor, e assim esperar por uma boa colheita, ou um gabinete.
Nada disto é novo. Mostra bem a concepção socialista de pluralidade. Nesta concepção há lugar para a diversidade de opiniões, sendo que estas duas opiniões são ou a favor, ou estar calado. Falar mal ou a favor de outra opção é que já é demais.
Informadores do Isso Não dá Pão já disseram que o grave caso de deserção está a ser analisado, e que se prevêm reforços para o Ardemares, no sentido de minorar os danos da onda de choque iniciada pelo Tozé. Fala-se mesmo de usar a solução final, que consiste no Berto Messias e no José San Bento a publicarem posts o dia inteiro em cuecas do PS em louvor a Carlos César, ou como eles dizem, "num diálogo de ideias".
É o pânico naquele blogue, meus senhores, é o pânico.

Segunda-feira, 15 de Junho de 2009

Sweet sixteen

O nosso forcado preferido, Berto Messias, anda em polvorosa desde que soube da vitória à albanesa nas eleições para a JS. Depois de ter dito que era a favor dos novos paradigmas de "política e proximidade" e outras vacuidades que tais, disse que era "a favor do voto aos 16 anos, e do voto electrónico". Eu compreendo-o perfeitamente. As jotinhas têm muita gente hoje em dia abaixo dos 18 anos. Esta gente assegura um papel essencial na observância dos nobres valores democráticos. Colar cartazes é um nobre valor democrático; aparecer atrás dos candidatos a gritar o seu nome é um nobre valor democrático; fazer cacique no dia das eleições de uma lista para uma jota é o mais nobre valor democrático que esta raça sonha um dia exercer. Quase todos os políticos que vemos nos Açores e que nos deixam a pensar "porque é que este caramelo é deputado?" seguiram este caminho. Depois, é natural que não deixem alguém melhor ocupar-lhes o lugar. Quando se diz que a política vai mal, é por causa destes retardados. O Berto messias, numa de política inclusiva e o caralho, quer dar lugar a esta geração de xuxas que se preparam para abraçar as virtudes do orçamento público, perdão, dos nobres valores democráticos. Daí a ideia parva de pôr gente de 16 anos a votar...

Domingo, 14 de Junho de 2009

Não morde e está vacinado...quanto ao cão, não sei....

Apesar de aconselhar o Querido Líder, ainda arranja tempo para embelezar tudo que é evento...

Este blog oferece uma recompensa a quem mostrar um número da Revista Açores em que não apareça a assessora para "os assuntos gerais" Mariana Matos.

Fim de ciclo

O Público hoje publica um artigo sobre a reestruturação da SATA, ou melhor, a ausência dela. É interessante porque o António Gomes de Menezes faz uma crítica directa ao patrão, ou seja, o Governo. O Governo anunciou uma reestruturação da SATA em 2005. Na altura estava tão na moda dizer reestruturação que até o talho ao pé da minha casa alegava estar "fechado para reestruturação de serviços", que consistiu num frigorífico novo para os chouriços. Esta reestruturação assemelha-se às que a SATA tem levado a cabo, se bem que a do talho tenha sido bem mais útil, porque a carne de vaca deixou de cheirar a chouriço, ao passo que as "reestruturações" da SATA só serviram para lixar a vida aos passageiros.

O António queixa-se sub-repticiamente de que o Governo não o deixa fazer o que ele considera ser o melhor para a SATA. Eu, que sou perito em opções estratégicas para tudo o que é sector, também acho que ele tem razão. Mas o Governo sabe que convém não foder o juízo aos empregados da SATA, que são muitos e se mobilizam em tempo de eleições, numa tentativa de se apegarem aos privilégios que mais nenhum trabalhador no sector público tem. Uma coisa são as áreas em que de facto se tem de remunerar melhor, como o pessoal de voo, que deve ter regalias diferentes em função do risco e desgaste a que estão expostos, e outra coisa são os funcionários que nos vendem os bilhetes, que trabalham no handling, etc.

Isto é evidente para o António e para qualquer pessoa de bom senso, mas para o Governo não é bem assim (quando disse "pessoa de bom senso", era óbvio que isso excluia o Governo, mas eu tenho muito tempo livre para perder com estas merdas).

O Vasco Cordeiro, agora que tem a tutela da SATA, até poderia estar disposto a permitir isto, mas desde que se queimou irremediavelmente com a questão dos barcos de passageiros, não vai querer arriscar perder mais nenhum voto até 2012, pensando que ainda tem hipóteses. Curioso também é que pela primeira vez, um presidente da SATA parece pensar por si próprio, o que indicia um novo ciclo a chegar.

Assim, vamos continuar a subsidiar uma companhia ineficiente, que serve para dar emprego aos filhos e sobrinhos e que não serve os interesses da população.
Se Berta Cabral ganhar em 2012, o mínimo que se espera é a liberalização das rotas, para então a SATA saber o que é operar em regime concorrencial. E aí, por mais Anteros e sindicatos que possa haver, não haverá outra solução senão reestruturar a SATA, para deixarem de ser os contribuintes açorianos a pagar as regalias de alguns.

Porra, este post devia estar no Açoriano Oriental, caraças!!!

Agora é só um segundo que vou abrir uma conta no Facebook...e fazer-me amigo das meninas da SATA!

Sábado, 13 de Junho de 2009

E a seguir, se tudo correr bem, sou eu

Por favor leiam a propaganda, perdão, o "artigo de opinião" do Berto Messias no Açoriano de hoje. Para além de tentar dar a entender que a organização a que preside não é uma instituição acéfala, dá o exemplo de outros grandes vultos da democracia que iniciaram a sua carreira na JS ("Nomes como Carlos César, Vasco Cordeiro, Sérgio Ávila, Francisco Coelho, João Castro, José San-Bento ou Mariana Matos, para dar alguns exemplos, iniciaram a sua actividade política partidária na Juventude Socialista.") Como se pode ver, não há nenhum carreirista nesta lista: é tudo gente independente, da sociedade civil, e sem qualquer apego à manjedoura do Governo. O Berto Messias, forcado de vocação e apoiante da sorte de varas por afinidade, é mais um nome a "ajuntar" a esta lista de notáveis da democracia açoriana.

Quarta-feira, 10 de Junho de 2009

Tudo carinhas larocas

Vão à página da Assembleia Legislativa Regional dos Açores e tentem ver os deputados: só o grupo parlamentar do PS e o Paulo Estevão aparecem.

Terça-feira, 9 de Junho de 2009

Gabriel Alves: o teu legado continua na pessoa do Alexandre Pascoal, não temas...

O Alexandre Pascoal é daquelas pessoas que nos faz continuar a pensar que as sociedades contemporâneas não são uma realidade fria e calculista, dependente do crivo da racionalidade. Faz-nos ver que o mundo em particular, e a ALRA e o PS em geral, também acolhem no seu seio gente assim mais pró irracional.
Na crónica de hoje no Açoriano, o Alexandre, que também é grande, diz que "cantar vitória com uma abstenção recorde é no mínimo obtuso, legitimo, é certo, mas com uma forte índole histriónica". Não me lixe, senhor deputado, a sério?? É que era capaz de jurar que as eleições em que o senhor foi eleito há não muitos meses atrás também tinham sido recordistas da abstenção nos Açores...Mas como estava ocupado a festejar na altura, provavelmente não teve tempo para se debruçar sobre este facto, acertei?

Depois diz que "em época de crise a direita aumenta tendencialmente (vertente populista e nacionalista), os resultados europeus destas eleições são disso um bom exemplo, ao passo que o voto à esquerda da esquerda absorve o descontentamento popular pela proposição das dificuldades sociais que atravessamos." A direita em toda a Europa era maioritária em quase todos os governos europeus, e agora subiu o score eleitoral, e a extrema-esquerda, à qual o Sr Deputado Alexandre pertencia antes do aumento dos spreads, da crise e outras merdas também subiu. Não é curioso que o centro-esquerda, apesar de estar em minoria, tenha levado tanto na cabeça??

Por fim deixo uma colectânea de frases sem sentido absolutamente nenhum tanto do ponto de vista sintático e semântico que matariam de desgosto a professora Margarida Palhinha, mas que agora com o novo acordo ortográfico encontrarão a desculpa perfeita para passarem despercebidas:

"cantar vitória com uma abstenção recorde é no mínimo obtuso, legitimo, é certo, mas com uma forte índole histriónica" (obtuso, histriónico, mas legítimo?)

"um dado que deve constituir-se por todas as razões e mais algumas deveras inquietante" (um dado que se constitui inquietante...nunca tinha pensado nisso...

"aproximar o voto às pessoas" (aproximar a?? live and learn...e já agora, que tal adoptar a estratégia da AVON, e ir de porta em porta perguntar se as pessoas querem ir votar?)

"absorve o descontentamento popular pela proposição das dificuldades sociais que atravessamos" (esta é fácil demais...)

"A conclusão que podemos retirar destas eleições é que quem quis foi votar, e uma imensa maioria não quis" (Gabriel Alves 4 EVER)

Eheheh, devemos todos um encarecido pedido de desculpas

"Açores
A viagem já estava marcada há muito. Mas nada como os Açores para retemperar forças
."

Afinal era amor por trás daquele ar durão de centralista; tenho a certeza que ele não queria dizer que os Açores roubavam dinheiro ao resto dos contribuintes açorianos...era apenas o jeito dele de dizer que queria praticar o amor connosco!

Nós Europeus e o caralho, mas afinal as eleições europeias eram "de segunda"

"Em eleições de segunda ordem, os cidadãos sentem-se mais soltos das questões de governabilidade"

Vamos fazer aqui um raciocínio tipo filosofia do 11°, que é para não "machucar" muito a cabeça: os ps's são europeus("Nós Europeus")-as eleições europeias são de segunda-logo, o Santos Silva é um cidadão de segunda; por arrastamento, o PS será um partido de segunda. Estou certo?? Precisa-se aqui de um Sá Couto; é ajuda que peço..

Sábado, 6 de Junho de 2009

6 de Junho